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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Custo de produção no Brasil é o menor do mundo e margem é o triplo dos EUA


A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realizou na semana passada em Brasília audiência pública para discutir os altos preços dos carros no Brasil, com a presença de representantes da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, do Ministério Público Federal e do Sindipeças - o sindicato dos fabricantes de autopeças.
Todos os expositores colocaram a questão dos altos preços do carro praticado no Brasil comparados com outros países: tanto países do primeiro Mundo - Estados Unidos, Europa e Japão - quanto em relação aos nossos vizinhos Paraguai e Argentina. O exemplo do Corolla foi o mais citado: o carro custa US$ 16,2 mil, nos Estados Unidos, US$ 21,6 mil na Argentina e US$ 28,6 mil no Brasil.
 
O representante do Ministério Público, Antonio Fonseca, pediu ao Senado a revogação da lei que Renato Ferrari, que regulamenta a distribuição de veículos. Disse que o setor não precisa de regulamentação que essa lei provoca o oligopólio, prejudica a livre concorrência e cria reserva de mercado em regiões do País, o que contribui para o aumento do preço final do carro.
 
Segundo o estudo apresentado pelos fabricantes de autopeças aos senadores, a margem de lucro praticada no Brasil é a maior do mundo, 10% sobre o valor ao consumidor, enquanto a margem média mundial é de 5% e nos Estados Unidos o lucro é de 3%.
 
De acordo com o Sindipeças, o custo de produção do veículo no Brasil é menor do que em qualquer parte do mundo. Esse custo, que inclui matéria prima, mão de obra, logística e publicidade, entre outros (que as montadoras chamam de Custo Brasil) é equivalente a 58% do valor final do carro. A média mundial é bem maior, de 79%, e nos Estados Unidos esse custo sobre para uma faixa entre 88% e 91%.
 
Os impostos seguem na mesma proporção. No Brasil o imposto sobre o carro é de 32%, a média mundial é 16% e nos Estados Unidos varia de 6% a 9%.
 
As montadoras argumentam que a margem é maior no Brasil por causa no custo do capital. "Nenhum empresário vai colocar o seu capital num investimento de risco ou de baixo rendimento para ganhar 6% ao ano ele deixa aplicado na poupança", disse uma fonte dos fabricantes, acrescentando que, se o custo do capital for levado em conta, a margem de lucro do Brasil e dos Estados Unidos ficaria equivalente.
 
O estudo indica ainda que a margem de lucro das empresas de autopeças de capital fechado, ao contrário, é menor no Brasil em comparação com o resto do mundo. Neste ano, o lucro foi de 4,8% e de 5,8% das empresas de capital aberto, contra 7,2% das empresas no resto do mundo.
 
Em estudo que comparou os anos de 2009 a 2012, apenas o primeiro ano registrou que o Brasil superou o resto do mundo no lucro com o setor: 4,2% das empresas com capital fechado e 5,0% com capital aberto, enquanto no resto do mundo foi registrado lucro de apenas 1,3%.

Fonte: CIMM

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Montadoras terão de aumentar conteúdo nacional em carros


Em 2017, as montadoras terão que produzir automóveis e veículos comerciais leves com 70% de peças produzidas no Brasil ou no Mercosul, em média, para ficarem isentas da alíquota adicional de 30 pontos percentuais de IPI (Imposto de Produtos Industrializados).
A determinação integra o conjunto de novas regras do regime automotivo, que podem ser anunciadas amanhã (27) e têm duas metas principais.
 
A primeira é aumentar o uso de peças produzidas no Brasil, para fortalecer a cadeia de autopeças e componentes. A segunda é estimular a produção de carros que consumam e poluam menos e o investimento em pesquisa e inovação no país.
 
A avaliação é que o novo modelo, a vigorar entre 2013 e 2017, permitirá que carros nacionais disputem mercado no exterior. Hoje, eles não atendem às exigências dos países desenvolvidos.
 
Made in Brazil
As novas regras representam um aumento nominal pequeno em relação à porcentagem de conteúdo nacional, dos 65% vigentes para 70%.
 
Na prática, no entanto, a mudança será maior, porque o governo vai mudar a base de cálculo desse percentual. Pelo sistema atual, a conta é feita sobre o faturamento das empresas, podendo incluir até gastos com publicidade. Com isso, o índice de peças nacionais acabava reduzido para em torno de 25%.
 
Com o novo regime, o cálculo passa a ser feito de acordo com as peças e os produtos utilizados de fato na produção do automóvel.
 
Consumo
O governo determinará ainda que os carros brasileiros melhorem seu consumo médio de 14 km/l de gasolina para 15,9 km/l a partir de outubro de 2016, um esforço de redução de 12,1% em energia consumida por quilômetro.
 
Se produzirem carros que, em média, rodem 17,3 km por litro de gasolina em 2017, terão direito a um abatimento de dois pontos percentuais na alíquota básica de IPI.
 
Essa alteração equivale a uma melhoria na eficiência energética de 18,84%.
 
Para reduzir as emissões de gás carbônico pelos carros nacionais, o governo acertou com as montadoras a meta obrigatória de redução de consumo a ser cumprida nos veículos que serão comercializados entre outubro de 2016 e setembro de 2017.
 
A meta de eficiência energética fixada para 2017, que deve ser desenvolvida no país até 2016, equivale à definida pela Europa para ser implantada em 2015.
 
Inovação
O governo vai estimular ainda o investimento em inovação tecnológica pelas montadoras. As que investirem 1% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento terão direito a um abatimento de um ponto percentual na alíquota básica do IPI.
 
Hoje, por exemplo, a alíquota nos veículos a álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 está reduzida de 11% para 5,5%. Nos modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0, de 13% para 6,5%.
 
Segundo o governo, as montadoras instaladas há mais tempo no país estão adaptadas às novas regras de conteúdo local. As mais atingidas serão as que começaram a se instalar no país nos últimos anos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

C-1: o primeiro veículo com giroestabilização do mundo

É difícil dizer se é uma moto com design de carro ou se é um carro com porte de moto, mas isso é o que menos importa no C-1. Projetado pela Lit Motors, o veículo de apenas duas rodas conta com um sistema de giroestabilzação inédito, que é capaz de mantê-lo sempre equilibrado, mesmo quando forças externas o pendem para um dos lados.
Totalmente elétrico, o C-1 da Lit Motors pode percorrer distâncias de até 350 quilômetros com apenas uma carga, atingindo velocidades de até 150 km/h. Segundo os desenvolvedores do projeto, ele pode ir de 0 a 100 km/h em apenas seis segundos – o que é rápido até mesmo para carros movidos a combustão.
C-1: o primeiro veículo com giroestabilização do mundo (Fonte da imagem: Divulgação/Lit Motors)
Além desses recursos, o C-1 ainda conta com display HUD no para-brisas, ar condicionado, vidro elétrico e uma interface de comando por voz. O valor para a aquisição deles em 2014 será de US$ 24 mil (R$ 48,6 mil), mas isso deve ser reduzido já no segundo ano de fabricação. Estima-se que até 2018 ele não passe dos US$ 12.500 (R$ 25.300).


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Carro dobrável chega ao mercado em 2013


Chamado de Hiriko, o veículo criado por uma equipe de pesquisadores do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), incorpora conceitos ligados à sustentabilidade e mobilidade urbana. o Hiriko tem chassi dobrável, para ocupar um espaço reduzido quando estacionado, sistema drive-by-wire, habilidade de girar sobre seu eixo, Robot Wheels (módulo inovador que torna cada roda independente) e motor elétrico.
De acordo com expectativas dos pesquisadores, o carro deve começar a ser comercializado em 2013, em algumas cidades européias, pelo valor de US$ 16 mil.
 
O veículo faz parte do Projeto "Cidades Inteligentes", uma iniciativa do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que tem o objetivo de pesquisar sistemas mais eficientes de mobilidade urbana. Concebido por uma equipe de estudantes do MIT, liderada pelo falecido professor William J. Mitchell (1944-2010), o CityCar (agora apelidado de Heiriko) é um carro para dois passageiros e com capacidade de dobrar para facilitar o estacionamento em grande cidades, por exemplo.
 
Inovações
O projeto utiliza uma nova tecnologia chamada Robot Wheels. Os módulos das Robot Wheels são controlados eletronicamente, usando o sistema drive-by-wire, que é muito comum na indústria aeroespacial, e está ligado aos quatro cantos do chassi dobrável projetado pela equipe do MIT. 
 
A remoção de elementos tradicionais dos automóveis comuns, como motor a gasolina e transmissão, permite um chassi livre, que tem espaço para as articulações. 
 
Quando estão em sua forma reduzida, ou seja, dobrados, cabem três CityCars em uma única vaga de estacionamento tradicional. O veículo tem um alcance de mais de 100 quilômetros com uma única carga e é capaz de ser rapidamente carregado, utilizando as mais recentes tecnologias de baterias de ións de lítio desenvolvidas pela indústria. O veículo chega a uma velocidade de 50km/h.
 
 
Projeto
O professor Mitchell liderou o grupo de pesquisa "Cidades Inteligentes", que projetou o CityCar para solucionar os maiores problemas que as grandes cidades enfrentam atualmente:  congestionamento, emissões de poluentes e ruído. O grupo conta com uma equipe multidisciplinar de arquitetos, engenheiros mecânicos, engenheiros elétricos, cientistas da computação, neurologistas, sociólogos e economistas.
 
A General Motors patrocinou o Media Lab até o ano de 2008. A partir de então, o grupo conta com o apoio de um consórcio basco (Espanha) para melhorar o design e tecnologia do CityCar e possibilitar sua comercialização por parte da indústria.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fabricante de protótipos de carros chega ao Brasil - Lorena / SP


A americana Metalcrafters, conhecida por produzir carros experimentais e protótipos de automóveis para montadoras, está chegando ao Brasil para instalar sua primeira fábrica fora dos Estados Unidos.



A unidade será construída em Lorena, no interior paulista, com investimentos estimados em R$ 15 milhões e início das operações previsto para setembro do ano que vem. Os trabalhos de terraplenagem em um terreno de 40 mil metros quadrados - próximo à rodovia Presidente Dutra - devem começar em setembro.

O primeiro objetivo será desenvolver, produzir e testar protótipos de ônibus elétricos para a Comil, empresa que está investindo R$ 110 milhão na construção de uma fábrica de ônibus urbanos na mesma cidade.
Paralelamente, serão testados materiais alternativos - entre compósitos reforçados de fibras de carbono e resina vegetal - nos componentes desses veículos, como portas, carroceria e assoalho. Após isso, os planos do grupo passam por projetos de aeronaves - de olho na Embraer - e a fabricação de protótipos de carros para as montadoras locais.
Fundada em 1979 em Fountain Valley, na Califórnia, a Metalcrafters atende a quase todas as grandes montadoras do mundo e participou de projetos que resultaram na criação de modelos como o Veloster e o ix35, da Hyundai, a minivan Kia Soul e o esportivo Eclipse, da Mitsubishi.
A empresa faz desde o design e a engenharia do automóvel até a fabricação de protótipos e carros experimentais, expostos em feiras e salões do automóvel. As montadoras encomendam esse trabalho antes de produzir os carros em escala comercial.
No Brasil, a Metalcrafters está chegando pelas mãos do engenheiro especializado em biotecnologia Edgardo Vieytes Junior, que atraiu o presidente da empresa, George Gaffoglio, e três investidores privados australianos para a empreitada em Lorena.
Vieytes Junior diz que os sócios se interessaram pelo potencial de crescimento do mercado automotivo brasileiro - o quinto maior do mundo. Além disso, eles avaliam que a necessidade de reduzir emissões de poluentes vai abrir oportunidades de negócios para as tecnologias mais limpas.
O foco no país, no primeiro momento, será desenvolver um ônibus de propulsão puramente elétrica. A intenção é nacionalizar todo o sistema de motorização, incluindo motores e gerenciadores de bateria - excluindo, contudo, as baterias de lítio, que serão importadas.
Nos Estados Unidos, a companhia faz, por conta própria, os componentes elétricos de gerenciamento de baterias e contrata de fornecedores os motores elétricos instalados nos protótipos.
Vieytes Junior diz que a empresa já tem parceiros estratégicos para reproduzir esse tipo de desenvolvimento no Brasil. "Vamos tropicalizar a tecnologia", afirma o executivo, que assumiu a direção dos negócios da Metalcrafters no Brasil,.
Inicialmente, a companhia terá ao redor de 40 funcionários em Lorena, sendo a maioria formada por engenheiros e técnicos. A partir da produção de protótipos de automóveis, esse efetivo poderá evoluir para 100 funcionários no futuro.

"Vamos crescer aos poucos, de acordo com a receptividade do mercado", afirma Vieytes Junior, acrescentando que a fábrica paulista coloca a empresa perto de pelo menos dez montadoras e da Embraer, instalada em São José dos Campos - a menos de 100 quilômetros de Lorena.



Além da Comil, a fábrica estará próxima a grandes montadoras na região do Vale do Paraíba - como a Volkswagen (em Taubaté), a General Motors (em São José) e, futuramente, a chinesa Chery, que instala sua fábrica em Jacareí.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Como funciona uma linha de montagem de carros


Uma linha de montagem de carros é onde os automóveis são montados a partir de muitos componentes e peças. Normalmente dividido em áreas diferentes por componentes, os trabalhadores da linha de montagem de automóveis instalam peças em um chassi do veículo em movimento em uma ordem específica.
Isso permite que o veículo comece a viagem na linha de montagem como uma carcaça e saia da linha de montagem como um produto acabado. Cada componente único do veículo é instalado nele enquanto o automóvel está em movimento na linha de montagem. A maioria das plantas de fabricação produz entre 60 e 100 carros por hora em uma linha de montagem típica.
Inventado por Henry Ford, a linha de automação de montagem de automóveis permitiu ao veículo de Modelo T ser construído a um custo muito menor do que um veículo similar construído por um único trabalhador. Departamentos especiais, tais como o departamento de linha de transmissão, são responsáveis pela instalação do motor e transmissão de um veículo se deslocando na linha de montagem de automóveis. Outros departamentos normalmente encontrados em uma linha de montagem de automóveis são: linha de porta e departamentos de pneus.
Montagem de carros em linha de produção
Montagem de carros em linha de produção
Cada estação ao longo de uma linha de montagem de automóveis é importante, e existem algumas dificuldades que requerem a remoção de um veículo da linha para a zona de reparação. Quando um veículo é puxado a partir da linha, todas as estações necessárias removem o componente dedicado ao veículo específico, a fim de ser devidamente fornecido com peças para ajustar o veículo seguinte na linha.

Uma das últimas paradas na linha de montagem é chamada de montagem final. Este departamento coloca gasolina no veículo, bem como verifica o automóvel em relação a quaisquer componentes que faltem. Uma vez que o veículo foi verificado e toda a montagem foi concluída, um trabalhador dirige o veículo e o leva para fora da linha de montagem até uma área de estacionamento. Isso acontece cerca de 100 vezes por turno de oito horas de trabalho na maioria das plantas de montagem de automóveis em todo o mundo.

Na contramão da GM, montadoras no Vale do Paraíba abrem vagas


Na contramão da GM, montadoras no Vale do Paraíba abrem vagasNa contramão da General Motors de São José dos Campos, que ameaça demitir 1.840 trabalhadores do setor Montagem de Veículos Automotores (MVA) e que deu início nesta segunda-feira (27) ao layoff - suspensão temporária dos contratos de trabalho - de 940 empregados, outras montadoras do Vale do Paraíba investem em ampliação de suas unidades e devem gerar pelo menos 1.500 empregos até o final de 2013.
A chinesa Chery está instalando uma unidade em Jacareí e deve contratar 1.200 funcionários no início da produção, prevista para o final do segundo semestre do ano que vem. A empresa calcula que este número pode aumentar para 4.000 quando a capacidade máxima de produção for atingida. Apesar de não revelar a projeção de contratações, a Volkswagen, em Taubaté, investe R$ 360 milhões na ampliação da nova fábrica de pintura e capacidade de produção.
 
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, a empresa deve gerar pelo menos 300 empregos diretos no primeiro semestre de 2013. Até 2016, o número de contratações deve chegar a 1.500.
 
Para o economista Edson Trajano, do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté (Unitau), o setor automobilístico se mantém aquecido há dez anos e os investimentos das montadoras no setor são impulsionados principalmente pela concorrência entre as fabricantes.
 
Ele avaliou que a ameaça de demissões na GM pode ser vista como um problema pontual no setor. "A GM vem de uma crise no exterior em 2009, não tem tido bons resultados nos últimos anos e tudo isso culminou nessa situação", disse Trajano.
 
Para o diretor regional da Ciesp em São José dos Campos, Almir Fernandes, a geração de empregos nas montadoras é positiva para toda a cadeia produtiva e consequentemente para economia local. "A média é que cada emprego nas montadoras gere outros quatro postos de trabalho na cadeia produtiva. Além disso, são gerados empregos também nas áreas de serviços", disse.
Para ele, o problema na GM joseense é local, já que contratações estariam ocorrendo em unidades de outras regiões do país.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Indústria automobilística contra-ataca com motores pequenos


A indústria automotiva parece decidida a colocar no mercado as mais significativas inovações em termos de motorização desde o advento da injeção eletrônica.
Preocupadas com o peso dos quesitos ambientais adicionados às avaliações dos seus carros, feitas por sites e revistas especializadas, as grandes empresas esperam parar de perder pontos, e clientes, pela fama de carros beberrões e politicamente incorretos.
Motor de três cilindros
O novo Focus, da Ford, por exemplo, é equipado com um motor menor, mais econômico e que, no entanto, tem a mesma potência que o motor que ele substitui.
Com três cilindros minúsculos, é uma mudança histórica em relação aos motores de quatro cilindros, mas com ganhos em termos de economia de gasolina e menor emissão de dióxido de carbono (CO2).
É um motor 1.0 substituindo um motor 1.6.
Ainda assim, ele tem a mesma potência do motor anterior, que ele substitui, mesmo sendo 30% mais leve.
"E nós conseguimos obter uma melhora de 15 a 20% na economia de combustível," garante Tim Winstanley, da Ford.
Tecnologia de motores compactos economiza sem perder potência
O revolucionário TwinAir 500, da Fiat, promete fazer 30 km/l de combustível. [Imagem: Fiat]
Evolucionário e revolucionário
Mas, se o pequeno motor da Ford dá à empresa um pouco de vantagem sobre seus rivais no momento, a montadora não é a primeira a seguir este caminho.
"Nós observamos o downsizing dos motores em toda a indústria", disse Kaushik Madhavan, diretor de pesquisa da consultoria Frost & Sullivan, "embora as montadoras estejam tomando rotas diferentes para chegar lá."
A Fiat, por exemplo, usa um motor turbo de dois cilindros em seu TwinAir 500, fiel ao Cinquecento original, de 1957.
O motor tem alta eficiência em termos de consumo de combustível graças a uma gestão cuidadosa da quantidade de ar que entra no motor, o que ajuda a melhorar a combustão.
Tudo é feito com a utilização de controles eletro-hidráulicos das válvulas de entrada, no lugar do tradicional comando de válvulas por eixo.
"O motor da Ford é evolucionário," opina Madhavan. "Mas o da Fiat é revolucionário."
O design retrô da Fiat promete fazer 30 km/l de combustível, com uma emissão de CO2 de apenas 95 g/km.
Tecnologia de motores compactos economiza sem perder potência
O 1.4 TSI da VW oferece melhor potência e melhor característica de torque do que um motor de 2.3 litros aspirado. [Imagem: Volkswagen]
Único e bem-sucedido
O grupo Volkswagen também é ativo nesse campo, tendo introduzido um minimotor a gasolina com injeção direta em 2005.
O motor a gasolina 1.4 TSI oferece melhor potência e melhor característica de torque do que um motor de 2.3 litros aspirado, também oferecendo economia de combustível e redução nas emissões, segundo a empresa.
"A abordagem da Volkswagen é muito original e muito bem-sucedida. Poucas montadoras até agora mostraram motores que são turbo e supercharger," disse Madhavan.
Enxugamento agressivo
Desenvolvimentos similares estão ocorrendo em toda a indústria automobilística, o que inclui fabricantes como a maior empresa de carros de luxo do mundo, a BMW, que está se preparando para introduzir os frugais motores de três cilindros em seus carros.
"Consequentemente, os motores a gasolina vão passar por enxugamentos muito mais agressivos do que os motores a diesel," diz Madhavan.
Na Europa é permitido o uso de motores a diesel em automóveis, e esses vinham roubando lugar dos motores a gasolina há vários anos, graças a novas tecnologias que permitem que elas poluam menos do que seus equivalentes a gasolina.
Mas isso parece destinado a mudar.
A empresa de consultoria de Madhavan prevê que, até 2018:
  • mais da metade dos carros movidos a gasolina vendidos na Europa terão motores menores que 1.2 litro, em comparação com um quarto em 2010;
  • carros com motores a gasolina pequenos, menores do que 1 litro, vão alcançar parcelas de mercado de 5% a 16%;
  • apenas 5% dos veículos a gasolina terão motores de 2 litros, contra 10% em 2010.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Novos itens obrigam investimento da indústria de autopeças


A obrigatoriedade de três itens de segurança em todos os veículos brasileiros, o airbag, o freio ABS e o rastreador (nesse caso contra roubos) está levando a indústria de autopeças a inaugurar linhas de produção, contratar pessoal e nacionalizar componentes. Também atraiu mais uma fabricante. A coreana Mando inaugurou fábrica de airbags em Limeira (SP) em maio, inicialmente para atender à Hyundai, mas com planos de fornecer para outras marcas.
A Takata, líder do mercado de airbags, planeja uma filial em Pernambuco para fornecer airbags à fábrica que a Fiat vai inaugurar em 2014. O grupo já investiu US$ 35 milhões para ampliar a produção em Jundiaí (SP) e construir uma unidade no Uruguai, que abastecerá a sede brasileira com bolsas infláveis. Nos últimos meses, contratou 350 funcionários.
 
Este ano, só a Takata e a TRW, as duas principais fabricantes de airbags, vão produzir 2,8 milhões de sistemas, número que será triplicado em 2014. Pela legislação, cada automóvel terá uma bolsa para o motorista e outra para o carona.
 
A Bosch, única fabricante de freios ABS na América do Sul, investiu R$ 22 milhões para ampliar a produção anual de 500 mil para 1,25 milhão de equipamentos em 2013. No ano seguinte, terá capacidade para adicionar mais 800 mil peças à produção, se houver demanda, informa Carlo Gibran, gerente de vendas e marketing da empresa. Além disso, a fábrica de Campinas (SP) vai produzir controles eletrônicos de estabilidade (ESP), uma evolução do ABS, e passará a adquirir no País blocos de alumínio hoje importados. A empresa também está de olho nosegmento de motocicletas.
 
Para o airbag, o tecido especial da bolsa não é feito no País. "No futuro, podemos avaliar a possibilidade de produção local, mas precisa de muita escala", informa Airton Evangelista, vice-presidente da Takata. A TRW ajustou a fábrica de Limeira para iniciar, este ano, a produção de airbags, parte de um investimento de R$ 15 milhões. A linha ocupa a área antes usada como centro de distribuição, que foi realocada.
 
A obrigatoriedade do airbag foi sancionada pelo governo em 2009 e regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Foi estabelecido um cronograma que previa os itens em 8% dos automóveis em 2010, 15% em 2011, 30% em 2012, 60% em 2013 e 100% em 2014.
 
Várias empresas anteciparam a escala. Este ano, Gibran calcula que 40% dos novos veículos já estão saindo das fábricas com os itens de segurança. Em 2013, as empresas apostam que 70% dos carros terão os equipamentos. "A tendência é de o próprio consumidor priorizar os carros com airbag e ABS com receio da desvalorização dos modelos que não têm esses itens", diz o diretor da TRW, Wilson Rocha. "O mesmo ocorreu na troca dos carros a gasolina pelos flex."
 
Segundo Gibran, hoje o conjunto com ABS e airbag frontal custa cerca de R$ 2 mil, valor que deverá cair quando a escala de produção aumentar. Algumas montadoras lançaram novos veículos com os equipamentos de série sem alterar significativamente o preço ao consumidor. O rastreador terá de ser incorporado em 20% dos novos automóveis a partir de janeiro, porcentual que subirá 20% a cada dois meses, até chegar aos 100% em agosto. A Delphi decidiu produzir o equipamento na unidade do grupo na Argentina e de lá abastecer o Brasil.
 
Segundo Valdir de Souza, diretor da Delphi, todo o sistema foi desenvolvido nos dois países, em parceria com técnicos dos Estados Unidos. "O Brasil é o único país com a exigência desse equipamento", diz. O grupo espera deter 20% do mercado nacional, projetado em mais de dois milhões de unidades para o próximo ano.
 
A Delphi vai exportar a tecnologia do antifurto para a Índia e futuramente para Tailândia e alguns países da Europa que estudam ter o sistema em seus veículos. O grupo, porém, desistiu de produzir controladores eletrônicos de ABS, projeto que havia anunciado em 2011.